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Vitória de Biden deve deixar o dólar mais barato, diz Portofino

Queda do dólar, juros mais altos e fuga das ações de tecnologia. Esse será o cenário no mercado financeiro caso o democrata Joe Biden saia vitorioso, segundo as previsões de Adriano Candreva, sócio responsável pela sede da Portofino Multi Family Office nos Estados Unidos. Mas ele afirma que ainda “há uma incógnita muito grande” sobre o resultado e o que acontecerá após encerrarem as votações, nesta terça-feira, 3. “A única certeza é que vai ter volatilidade.”

Em entrevista à Exame, Candreva contou que uma vitória do mesmo partido na presidência e no Senado teria potencial de impulsionar as bolsas de valores. “O problema é se um ganha a presidência e o outro o Senado. Se isso acontecer, as atenções se voltam para [as negociações do] pacote de 2 trilhões de dólares, que acabou não saindo antes das eleições e é muito dependente de tudo isso.”

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Os planos ambiciosos da Portofino para o IPO

Com oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) previsto para 2022, a gestora de fortunas familiares Portofino Multi Family Office, que pode ser a primeira do setor a entrar na bolsa, pretende crescer mais nos próximos dois anos do que em todos seus oito anos de história.

“Até 2022 dá tempo de ter um volume sob gestão que justifique a operação. Ao mesmo tempo, a gente acha que é um momento que vamos ter um vento a favor e a gente quer surfar nisso”, afirma Carolina Giovanella, fundadora da Portofino.

Até o fim de 2021, a expectativa é que o volume sob gestão passe dos atuais 6 bilhões de reais para 15 bilhões de reais e as receitas para isso serão duas: aquisições de gestoras e contratação dos melhores profissionais de bancos e corretoras.

Para isso, Giovanella montou uma estrutura 100% dedicada a encontrar oportunidades de compra e admissão. Segundo ela, as aquisições já começaram, com negócios sendo feitos em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Com os recursos do IPO, a ideia é fazer compras de proporções ainda maiores

Mas, para cumprir o objetivo, a Portofino terá que concorrer com gigantes, como UBS e Julius Baer, que também vêm buscando a consolidação no segmento de family office por meio de aquisições. Para isso, Giovanella conta com a independência de sua gestora como o diferencial necessário para ganhar essa disputa. “Nossos concorrentes vêm sendo comprados por estruturas bancárias, enquanto a gente permaneceu independente. Então, a gente foi abocanhando esse investidor que ficou órfão desse modelo.”

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Dólar recua e bolsa sobe em meio a cenário internacional menos tenso

O ambiente mais ameno que começou a emergir nos mercados globais, aliado às sinalizações do Banco Central de tranquilidade quanto à inflação, abriu espaço para um ajuste nos ativos de risco.

O dólar devolveu parte da alta de 6,81% acumulada nos últimos quatro pregões e encerrou em baixa de 1,38%, a R$ 5,5095. Apesar da queda firme, a moeda americana chegou a tocar R$ 5,6238 na máxima do dia. Outras divisas tiveram um pregão parecido. Após apontar alta superior a 1% contra o peso mexicano pela manhã, o dólar inverteu e caiu 0,96%.

Já o Ibovespa fechou em alta de 1,33%, aos 97.012 pontos. Na máxima, aos 97.955 pontos, a valorização chegou a 2,31%. Assim, o principal índice de ações da bolsa brasileira descolou do exterior, onde os ganhos foram mais tímidos. O Dow Jones subiu 0,20%, S&P 500 avançou 0,30% e o Nasdaq ganhou 0,37%.

Por trás desse alívio, participantes de mercado citaram declarações da líder dos democratas na Câmara, Nancy Pelosi, de que o partido está disposto a negociar um pacote fiscal de US$ 2,2 trilhões. A afirmação ajudou a frear preocupações de que o tema tivesse sido escanteado após a morte da juíza da Suprema Corte, Ruth Bader Ginsburg, disparar uma corrida sobre a sucessão.

Além disso, um dado da economia americana também ajudou a interromper a tendência recente da moeda americana, em especial contra o euro. Segundo o Departamento de Trabalho dos EUA, os pedidos iniciais somaram 870 mil na semana passada, acima da previsão de 850 mil. “O mercado se acalmou porque um pouco da nuvem negra passou, mas seguem os riscos fiscais”, afirma Thomás Gibertoni, especialista da Portofino Multi Family Office.

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Mercados passam por correção; Bolsa sobe e dólar cai

O Ibovespa fechou em alta de 1,33%, aos 97.012,07 pontos, recuperando parte das perdas de ontem sustentado principalmente por ações do setor financeiro e acompanhando a melhora das Bolsas norte-americanas.

No entanto, o índice mostrou certa volatilidade ao longo do pregão com o cenário externo ainda de cautela em meio aos alertas dados pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, e à espera pelo pacote de estímulos econômicos nos Estados Unidos, além de monitorar o aumento de casos de coronavírus. O volume total negociado foi de R$ 25,4 bilhões.

“As Bolsas norte-americanas deram uma melhorada em relação à abertura do pregão e os papéis de bancos, que caíram ontem, estão subindo hoje. Mas não há novidades no cenário”, disse o economista-chefe da Codepe Corretora, José Costa.

Investidores voltaram a buscar ações mais baratas após as quedas da Bolsa nos últimos dias, que fizeram o índice voltar à faixa dos 95 mil pontos ontem. Os papéis do setor financeiro se destacaram, caso do Itaú Unibanco (ITUB4 2,44%). As maiores altas do Ibovespa foram do IRB Brasil (IRBR3 12,38%), que avançaram na esteira de ganhos de ontem, quando divulgou dados positivos, além dos papéis da B3 (B3SA3 5,51%), da Qualicorp (QUAL3 4,96%) e da Petro Rio (PRIO3 4,73%).

Ao lado da Petro Rio, os papéis da Petrobras (PETR3 0,84%) também passaram a subir mais acompanhando a alta dos preços do petróleo, embora tenham reduzido ganhos perto do fim o dia.

Na contramão, as maiores perdas do índice foram da CSN (CSNA3 -1,80%), da Localiza (RENT3 -1,66), que devolveram as fortes altas de ontem após anúncio de incorporação da Unidas, e da Suzano (SUZB3 -1,71%).

No exterior, as Bolsas norte-americanas fecharam em leve alta após volatilidade ao longo do dia. Para a economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto, algum pacote de ajuda deve sair “para acalmar ânimos” no país e após Powell alertar que o apoio fiscal do governo é necessário para que a economia continue se recuperando. No entanto, acredita que ele pode não ser do tamanho esperado pelo mercado e será preciso acompanhar as negociações entre democratas e republicanos.

Pasianotto destaca ainda que, mais cedo, dados mostraram que os pedidos de seguro-desemprego voltaram a subir na última semana, mantendo dúvidas sobre o ritmo da retomada econômica nos Estados Unidos.

Para o especialista da Portofino Investimentos, Thomás Gilbertoni, as notícias e preocupações em torno do aumento de casos de contaminação pelo coronavírus em países da Europa, principalmente, corroborou para a recuperação das moedas emergentes na sessão. “Nos últimos dias, tivemos uma forte desvalorização [dessas moedas] baseada no aumento de casos de covid-19 no mundo”, diz.

Gilbertoni pondera que, como a semana foi “muito ruim” para os ativos globais, amanhã “pode ser que seja pouco melhor”, com tendência para o dólar ter movimento lateral em sessão, normalmente, de menos negócios e com a agenda de indicadores esvaziada. “Mas uma discussão mais aprofundada, mais notícias sobre o pacote de estímulo fiscal nos Estados Unido pode fazer preço”, acrescenta.

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Ibovespa sobe com exterior e posição do BC sobre inflação

A sessão desta quarta-feira foi de alta firme do Ibovespa, a despeito de um desempenho mais tímido em Nova York. A causa está exatamente no cenário local, onde sinalizações do Banco Central de “absoluta tranquilidade” com a inflação resultaram em uma desaceleração da curva de juros de longo prazo. O fato de o índice cair quase 40% em 2020, em dólar, também ajuda no desempenho, já que a bolsa brasileira está com preços menos esticados do que no exterior.

Após ajustes, o Ibovespa fechou em alta de 1,33%, aos 97.012 pontos. Na máxima, aos 97.955 pontos, a valorização chegou a 2,31%, enquanto na mínima, aos 95.653 pontos, o recuo foi de apenas de 0,09%.

Em Nova York, a sessão foi marcada pela volatilidade diante das incertezas relacionadas ao desempenho da economia global e sobre um novo pacote de estímulos. Durante a tarde, o viés positivo começou a ser trilhado com declarações da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, de que haverá uma nova rodada de negociações.

No fechamento, Dow Jones subiu 0,20%, S&P 500 avançou 0,30% e o Nasdaq subiu 0,37%.

A menor aversão ao risco no exterior contribuiu para o Ibovespa, mas foi o cenário local que ditou o ritmo dos negócios.

Logo pela manhã, o Banco Central divulgou o relatório Trimestral de Inflação (RTI), com perspectivas de que o IPCA seguirá abaixo da meta em 2021. Além disso, o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, disse que o BC tem “absoluta tranquilidade” com a inflação e que pressões recentes de preços devem ficar circunscritas a este ano.

“O mercado se acalmou porque um pouco da nuvem negra passou, mas seguem os riscos fiscais”, afirma Thomás Gibertoni, especialista da Portofino Multi Family Office.

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