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Família Portofino,

Em jantar realizado nesta quarta-feira, 27, pela Esfera Brasil, Gustavo Montezano, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, compartilhou com empresários os avanços em sua gestão nos últimos três anos.

A nova realidade ESG

Montezano iniciou o jantar contando como chegou ao comando do BNDES. Ele relembrou que na época estava morando em Londres e percebeu, enquanto analisava o mercado, o aumento da procura por ativos ESG. Neste sentido, quando foi avaliar o Brasil, ele percebeu o potencial que o país teria e o quão pouco se falava sobre isso. Assim, por acreditar que seria a próxima sacada, ele decidiu voltar para o Brasil.

Além disso, ele comentou também da mudança em relação a focar em empresas pequenas e médias e usou muito a expressão “banco tridimensional”, ou seja, quando você se preocupa com a parte Social, Ambiental e Infraestrutura do país. Segundo o presidente, é para isso que o BNDES serve.

Mudança energética

Ademais, ele ressaltou a importância da transição energética. Sobre o tema, Montezano comentou que qualquer instituição tem um departamento para cuidar disso, seja para rodovias, portos, estradas, exportações, indústria e agropecuária. 

Ele destacou que é preciso aprender sobre o clima e mensurar os impactos dos financiamentos e projetos. Ainda nesse assunto, o presidente do BNDES explicou que às vezes os gastos são um pouco mais altos, porém é em detrimento de ter um rendimento melhor no futuro. Completou dizendo que isso é uma tendência irreversível, pois gera vantagem competitiva.

No campo da energia limpa, ele também dedicou um tempo do jantar para falar sobre crédito de carbono. Montezano disse que essa seria uma iniciativa do banco para financiar projetos relacionados ao mercado livre de energia e lembrou que o BNDES é o terceiro maior financiador de energia limpa do mundo e o maior estruturador de concessões ambientais. Para fechar esse tema, finalizou afirmando que o foco é a transformação do setor energético brasileiro.

Volta por cima

Em um dos últimos assuntos debatidos no evento, Montezano comentou sobre o trabalho na recuperação da imagem do BNDES e disse que o banco está preparado para responder a questionamentos que podem voltar durante as eleições presidenciais deste ano.

“Implementamos uma mudança cultural no BNDES, que era um banco fechado, com medo de se expor. O banco apanhou muito em sua reputação e não vou entrar em meandros jurídicos. Mas até hoje nenhuma irregularidade foi verificada”, destacou Montezano.

O presidente do banco aproveitou para falar sobre a importância do trabalho público-privado nos últimos anos, principalmente depois das mudanças regulatórias, como saneamento e aeroportos. Na visão dele, isso traz otimismo sobre novos investimentos. Em adição, disse que o Brasil tem muito espaço de evolução no quesito, pois quando comparado com os países vizinhos, como Chile, Peru, Colômbia e México, estamos muito atrás.

Por fim, para ele, a prestação contínua de contas à sociedade transformou a imagem do banco, que hoje trabalha com a lógica de projetos, com visibilidade para a sociedade brasileira.

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