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Não é Banco, nem Corretora. É Multi Family Office.

Entenda o que é um Multi Family Office e quais os diferenciais entre os demais players do mercado.

Family offices, ou escritórios familiares numa tradução livre, são empresas privadas focadas na gestão dos investimentos, dos ativos e da riqueza em geral de famílias detentoras de elevado patrimônio. Seu objetivo é claro: preservar, ampliar e transmitir o patrimônio e legado familiar, para as próximas gerações.

Este conceito, tem raízes no século VI, quando mordomos cuidavam dos assuntos cotidianos e financeiros de famílias reais e da nobreza. No entanto, é apenas no século XIX que começa a se modernizar, quando, primeiro, a família de John Pierpont (J.P.) Morgan, e depois os Rockefellers, fundaram suas próprias estruturas, dando início a indústria dos escritórios dedicados aos negócios de uma única família, os chamados Single-Family Offices.

À medida em que esta indústria se desenvolvia, ficava mais claro que o custo de uma estrutura dedicada a uma família era economicamente viável apenas para aquelas com patrimônios muito elevados. Além disso, o rápido desenvolvimento dos mercados financeiros globais demandava mais sofisticação, especialização e conhecimento por parte dos profissionais que integravam um family office. Custos regulatórios, operacionais, e de compliance, acompanharam o mesmo passo.

O século XX trouxe à tona uma nova realidade em termos de possibilidades de acumulação de patrimônio, fazendo crescer o número de famílias de empresários, empreendedores e executivos que demandavam este mesmo tipo de serviço. E os avanços tecnológicos na forma de infraestrutura computacional, ferramentas, e conectividade, pavimentaram de forma definitiva o caminho para o ganho de escala destas estruturas. Surgiam então os escritórios multi-familiares, ou Multi-Family Offices (MFO).

PERSONALIZAÇÃO.

Com um olhar holístico e integrado, um Multi-Family Office atua desde o planejamento, estratégia e gestão financeira global dos seus clientes, passando pelos investimentos, controle de riscos, temas tributários, fiscais, sucessórios, até a educação financeira. Desta forma, o trabalho de um MFO exige conhecer intimamente os detalhes e particularidades de cada família e situação, utilizando seu profundo conhecimento técnico e ampla rede de parceiros especialistas, na construção de soluções alinhadas exclusivamente aos interesses de seus clientes.

INDEPENDENTES E ALINHADOS EXCLUSIVAMENTE AOS SEUS CLIENTES.

Outros fatores distinguem a atuação de um MFO, como a sua independência e modelo de remuneração. Aqueles que atuam de forma independente, ou seja, sem bancos ou outras instituições financeiras como controladores, não se limitam ao portfólio de uma única casa, podendo explorar os mais variados tipos de ativos existentes nos mercados financeiros globais, desde que estejam alinhados aos objetivos e perfis de seus clientes. Por isso são reconhecidos como plataformas abertas.

MODELO DE REMUNERAÇÃO TRANSPARENTE, SEM CONFLITO DE INTERESSES.

Seu modelo de remuneração remete ao praticado na Inglaterra e países do hemisfério norte, e se dá por uma taxa previamente negociada com o cliente, eliminando qualquer tipo de conflito de interesses advindo de incentivos cruzados, ocultos ou comissões embutidas. Isso torna a recomendação de produtos usados na construção de carteiras fiel ao perfil, e planos, do contratante.

Um MFO celebra os mais altos padrões éticos em seus negócios, e cumpre seu dever fiduciário de zelar pelos interesses de seus clientes acima de tudo, garantindo um vínculo verdadeiro com cada família.

A FORÇA E UNIÃO DAS FAMÍLIAS GERANDO BENEFÍCIOS PARA TODOS, COMO O ACESSO À PRODUTOS RESTRITOS E EXCLUSIVOS.

Finalmente, a união e a força conjunta de diversas famílias representadas sob a mesma gestão, além de gerar sinergias e oportunidades de negócios entre as mesmas, abre portas de acesso a produtos restritos a investidores institucionais, antes reservados a empresas e grandes agentes do mercado. Este acesso institucional se traduz em custos menores para o investidor, e consequente melhora na rentabilidade.

Tradicionalmente, tamanha customização do serviço implicava que a viabilidade de um Multi-Family Office ficasse restrita a algumas poucas famílias. Mas, avanços na tecnologia e no funcionamento dos mercados de capitais, tem trazido otimização de processos e maior escalabilidade também à esta indústria. A gama de situações atendidas é hoje muito maior e, investidores mais exigentes, com patrimônios à partir de R$ 3 milhões, podem se dar a oportunidade de conhecer este modelo de gestão profissional.

A crescente globalização, e consequente sofisticação dos mercados financeiros, se apresentam como desafios progressivamente mais complexos para que famílias administrem e preservem seu patrimônio e legado. Os MFOs se apresentam como uma alternativa cada vez mais ao alcance de famílias brasileiras. Uma relação duradoura, intergeracional, de confiança e confidencialidade absoluta é construída passo a passo, projeto a projeto. E esta jornada se inicia com uma escolha criteriosa e ponderada do parceiro certo.

COMPARATIVO: BANCOS, CORRETORAS E MULTI FAMILY OFFICE.

Numa visão cronológica, veja abaixo o comparativo entre o modelo dos Bancos, Corretoras e Multi Family Offices. Apesar de já centenários, os Multi Family Offices são uma alternativa transparente e futurista para os seus investimentos.

Passado
Bancos com plataformas fechadas
Investidores com acesso restrito a investimentos no banco de relacionamento
Pouca adequação às necessidades pessoais
Falta de clareza no custo de serviço
Relação com alto conflito de interesses
Venda de produtos próprios

Presente
Corretoras com plataformas abertas e bancos em processo de abertura
Acesso ampliado a opção de investimento
Concorrência entre bancos e corretoras melhora o preço
Porém ainda baixa customização
Permanece a falta de clareza com relação aos custos
Relação permanece conflitada

Futuro
Novos modelos de negócios ampliam acesso a consultores  / gestores
Profissionais isentos de conflitos de interesses que trabalham para garantir e são remunerados de acordo com o
sucesso do cliente
Total clareza de custos
Adequação as necessidades e objetivos dos clientes
Melhor relação risco x retorno
Foco em produtos diferenciados
No caso dos Multi Family Offices, a força dos grupos familiares permite acesso à produtos restritos aos investidores institucionais.

Clique aqui e agende uma conversa com os nossos especialistas.

Portofino Multi Family Office™.


Internacionalização de Investimentos

Artigo Publicado no Valor Econômico | Valor Investe em 09.06.2021 – Por Carolina Giovanella.

Clique aqui para ler diretamente no Valor Econômico. (matéria para assinantes)

Durante muito tempo, investir fora do Brasil era visto com um ar de desconfiança. Infelizmente, o país tem um histórico bastante conhecido e evidente de que a manutenção de contas no exterior foi amplamente usada para ocultação de patrimônio, muitas vezes de origem duvidosa. Mas isso não foi exclusividade nossa. As famosas contas numeradas na Suíça foram tema de múltiplos sucessos de Hollywood.

O fato é que, a partir de pelo menos 1986, possuir depósitos além das nossas fronteiras é absolutamente legal, desde que, claro, sejam devidamente declarados. No entanto, flutuações cambiais e um generoso prêmio para investimento em títulos públicos no Brasil fizeram com que o assunto permanecesse dormente e pouco difundido por décadas.

Dois grandes marcos mudaram a história desta categoria de investimento. Em 2014, a CVM editou a instrução 555, que modernizou o mercado e a indústria defundos de investimento, explicitamente autorizando esta modalidade de alocação. Em 2016, nosso governo seguiu o exemplo de outros países promovendo um amplo programa de anistia e regularização de ativos não declarados mantidos no exterior.

Desde então, paralelamente, assistimos a um sadio movimento de redução de taxas de juros. Em meados de 2017, nossa Selic finalmente deixou o território dos dois dígitos e iniciou sua trajetória de queda. Estava, portanto, construído o ambiente fértil para que o assunto florescesse.

Se o velho adágio do mercado financeiro nos ensina a não colocar todos os ovos na mesma cesta, investir fora dos mercados locais nos provoca a ampliar o conceito de diversificação e pensar em variar o próprio galinheiro. Do ponto devista estratégico e de gerenciamento de riscos, faz um enorme sentido.

Nossa bolsa, por exemplo, cuja capitalização total no final de 2020, em dólares, rondava a marca de 1 trilhão, é uma pequena fração dos mercados de capitais globais. Uma única empresa americana, a Apple, vale o dobro disso. Outro bom exemplo é a Microsoft, que também se aproxima rapidamente do clube dos US$ 2 trilhões. Mundialmente, estamos falando de US$ 95 trilhões, e vai muito além disso. Quando comemoramos em 2020 termos passado a marca de 3 milhões de contas cadastradas na B3, o número de investidores de varejo na China já ultrapassava 160 milhões.

Outros mercados não ficam atrás. Se localmente o mercado de renda fixa se resume a títulos públicos e a um mercado de crédito privado que ainda se desenvolve, mundialmente estima-se que o mercado de títulos de dívida soberana e corporativa seja ainda maior que o de ações, acima de US$ 120 trilhões. De forma prática, o investidor que acessa somente ativos locais deixa de participar de mais de 97% das oportunidades globais de investimentos.

A preferência pelo investimento local tem nome: “home bias”, ou viés local. O estudo das finanças comportamentais nos mostra ser da natureza humana investir naquilo que nos é mais familiar. Este desejo por proximidade, no entanto, pode custar caro.

Um investidor que tivesse aderido ao programa de regularização de 2016, conhecido como RERCT, mas não tivesse repatriado os recursos e adotasse a mais simples e passiva das alocações no mercado americano teria se saído bastante bem. Um portfólio composto de 60% do maior ETF (fundo de índice) que replica o S&P 500 e os 40% restantes em caixa teria rendido do começo de 2017 ao final de 2020 respeitáveis 39% em dólar – isso com a pandemia incluída! Já localmente, o CDI acumulado do mesmo período, campeão das alocações sugeridas durante boa parte destes anos, foi de 27,36%. No entanto, neste mesmo período, o dólar se apreciou 58%, levando o rendimento da carteira “offshore” para impressionantes 120% em moeda local.

Rendimentos passados, claro, devem ser olhados com atenção. Mas o exemplo sugere o tamanho da oportunidade que a diversificação geográfica e de moedas oferece.

Se há uma crítica recorrente quanto ao investimento no exterior é aquela relativa à complexidade operacional. Mercados globais podem parecer desesperadamente vastos e incompreensíveis. O desafio tributário de se manter em dia com o fisco é igualmente grande, assim como é negociar em outro idioma, com outros costumes e em distantes fusos horários.

Uma boa notícia recente do ponto de vista tributário foi a revisão do piso da Declaração de Capitais e Bens no Exterior (DCBE). A obrigatorieda de a partir de 2021 se dá apenas para patrimônios no exterior acima de US$ 1 milhão (ou o equivalente em outras moedas), facilitando assim a vida do contribuinte que anteriormente precisava preencher esta obrigação acessória do Banco Central já a partir de US$100 mil.

Cabe também lembrar que remessas ao exterior têm incidência tributária apenas de IOF e, se não são tão imediatas como o nosso bem-sucedido projeto do Pix, são hoje seguras, ágeis e totalmente globalizadas.

O parceiro de investimentos certo é aquele que ajudará o investidor a navegar por esta complexidade, selecionando e dimensionando os ativos que melhor se adequam aos objetivos de longo prazo, buscando os menores custos transacionais, jogando luz naquilo que é opaco e oferecendo uma visão verdadeiramente integrada da carteira global de investimentos. Em um mundo globalizado, onde riscos e dinâmicas apresentam escala mundial, não faz sentido pensar no dinheiro “daqui” e no dinheiro “de lá”. A visão precisa ser holística.

CAROLINA GIOVANELLA (CGA – CFP ®) é Diretora Geral e Sócia fundadora da Portofino Multi Family Office.
Em 2012, Carolina criou o Family office para cuidar do patrimônio da própria família e hoje atende mais de 400 famílias e empresas com o mesmo propósito.

8 de Março | Dia Internacional da Mulher

Hoje, no mundo todo, é celebrado o dia da mulher. A nossa homenagem para todas as mulheres que lutam para superar todos os obstáculos e evoluir como pessoa e profissional, apoiando ao mesmo tempo as suas famílias e todos que estão por perto. O nosso obrigado a todas as mulheres inspiradoras, nossas colegas da Portofino, em especial a Carolina Giovanella, nossa fundadora e líder.

As mulheres são símbolo de profissionalismo, dedicação, liderança e muitas outras qualidades inspiradoras. Aqui na Portofino, representam 34% do nosso time e nos apoiam com muito talento a cuidar das famílias e empresas com um olhar único, abrangente e especial, mantendo vivo o nosso propósito e transformando o mercado financeiro num espaço cada vez mais diverso. Parabéns para as mulheres e todos os valores que representam na vida de todos nós.
8 de março, dia internacional da mulher.

Veja as matérias publicadas com a Carolina Giovanella representando as mulheres, a Portofino e a evolução da diversidade no mercado financeiro brasileiro e mundial.

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Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos

Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos

30 de Janeiro é o dia nacional das histórias em quadrinhos e resolvemos prestar uma homenagem para todo mundo que gosta de ler, desenhar, contar ou escrever suas histórias, usando este formato super divertido. Saiba mais sobre a nossa história e tudo o que podemos fazer por você. Aproveite!

Princípios de Ray Dalio: o que aprendemos com o fundador da Bridgewater

Você já ouviu falar da Bridgewater Associates? A empresa americana é especializada em gestão de investimentos e fundos hedge e, desde sua fundação, em 1975, obteve um crescimento estrondoso. Para se ter uma ideia, somente em 2019, eles tiveram um total de US$ 109 bilhões sob sua gerência.

O fundador, Ray Dalio, além de lidar com as questões empresariais, também é escritor de diversos livros, e é sobre isso que vamos falar neste artigo.

“Cabe a você decidir o que quer tirar da vida e o que você quer retribuir a ela”. Ray Dalio

As valiosas lições contidas no livro Princípios de Ray Dalio

O livro Princípios traz muitos aprendizados e reflexões sobre a vida e a maneira que conduzimos nosso trabalho na Portofino Investimentos. Pensando nisso, decidimos trazer neste artigo alguns dos principais insights obtidos com a leitura.

1. Tome decisões ponderadas pela credibilidade.

Pare e pense: por que estou fazendo o que estou fazendo? Partindo desse princípio, é importante ponderar se realmente estamos certos de nossas escolhas. Precisamos entender que, às vezes, podemos sim estar errados. Isso fará com que possamos ver caminhos que antes não eram considerados e opiniões que não teriam tanta importância, mas que trazem bons resultados a longo prazo. Como afirma Dalio, “não confunda o que você gostaria que fosse certo com o que realmente é certo”.

2. Computadores fornecem informações valiosas, mas…

Sim, somos extremamente dependentes de máquinas e elas nos oferecem uma vantagem enorme – capacidade de organização, memória, algoritmos inteligentes que nos auxiliam na tomada de decisões… Mas nada substitui a capacidade humana de estratégia, de contato com o outro e, acima de tudo, de empatia e análise.

3. Diferencie pessoas de mente aberta daquelas de mente fechada

Somente há um tipo de pessoa que possibilita ao seu negócio novas percepções e diferentes formas de realizar processos – e posso garantir, não é com aqueles que acham que sabem tudo. Pessoas que gostam de expandir seus conhecimentos pensam em todas as possibilidades, aceitam tudo que lhes é ofertado e, a partir disso, filtram o que é construtivo. Quem tem a mente fechada pensa que já aprendeu e viu tudo que precisava, e nada do que poderá ver de novo será útil – um tanto mesquinho, certo?

4. “Isso deveria ser assim”. Será?

Uma das lições mais valiosas que o livro traz é a que segue: “não se afere às suas visões de como as coisas “deveriam” ser, porque elas farão com que negligencie como elas realmente são”. Você já refletiu sobre o fato de que, muitas vezes, nosso ponto de vista pode atrapalhar a objetividade que tanto buscamos? Para que possamos ter bons resultados, é necessário que sejamos analíticos ao invés de emotivos – principalmente no quesito gestão de patrimônio. Recentemente, escrevemos um artigo sobre como os estudos de finanças comportamentais podem auxiliar o investidor a ter um melhor desempenho no portfólio.

5. Maturidade é a capacidade de abrir mão de boas oportunidades para ir atrás de oportunidades ainda melhores.

Essa é sobre zona de conforto: se estou bem onde estou, por que devo mudar? Certamente, valerá a pena. Como diz o ditado, a vida começa onde o medo termina. Portanto, não podemos ter medo de querer alçar voos maiores, mesmo que já estejamos numa altura considerável, pois a vista pode ser ainda mais bonita lá de cima – e o caminho até lá, formidável! Como diz Ray Dalio, “não deixe a dor ficar no caminho do progresso”.

E você, já leu o livro Princípios, de Ray Dalio? Gostou? Comente aqui os seus principais insights sobre ele.

Como os estudos sobre finanças comportamentais podem auxiliar o investidor

As finanças comportamentais buscam entender como as pessoas tomam decisões no quesito financeiro. Afinal, ao compreendermos o comportamento dos investidores, conseguimos prevenir erros e melhorar os resultados obtidos com as aplicações financeiras.

Neste artigo, você entenderá como os estudos sobre finanças comportamentais podem lhe auxiliar a obter melhores resultados no portfólio.

Siga a leitura.

Finanças comportamentais: sobre a razão e a emoção na gestão de um portfólio de investimentos

Razão e emoção. Duas palavras que soam como manifestos na contemporaneidade e que nos auxiliam a enxergar, a partir de diferentes perspectivas, o melhor caminho na tomada de decisões nos mais variados setores de nossas vidas.

A Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (Sbie) explica que o cérebro humano se divide em duas partes: hemisfério esquerdo – responsável pelo racional – e o hemisfério direito – responsável pelo emocional.

Por mais que atuem de forma conjunta, um dos hemisférios é sempre mais predominante que o outro e, assim, cada indivíduo apresenta melhor desenvolvimento em um deles.

Quando falamos investimentos, o tema gera debate. O estudo das finanças comportamentais, um subcampo da economia comportamental, surgiu na década de 1980 e nos mostra que, por mais que o mercado financeiro seja cercado de análises e informações concretas, muitas vezes os investidores tomam atitudes baseadas no hemisfério direito do cérebro.

O objetivo da finança comportamental é descobrir e remediar os desvios constantes da tomada de decisão racional no processo de investimento.” (Mahmood, Zohidkhan, Ahmad & Anjum, 2011).

Você, investidor, pode acreditar que toma decisões baseadas em informações objetivas, de acordo com as suas metas de investimento. No entanto, os estudos sobre finanças comportamentais indicam que determinados processos de pensamento nos levam a tomar decisões nem tão perfeitas quando o assunto é gestão de patrimônio.

Um desses processos é o chamado viés de atenção. Estudos mostram que as pessoas tendem a investir em organizações que estão nas manchetes de jornais e revistas, mesmo que empresas menos conhecidas apresentem retorno superior.

Outro ponto de atenção se refere subdiversificação, uma tendência que revela o fato dos investidores sentirem-se mais confortáveis em manter pouca diversificação no portfólio, mesmo que isso seja sinônimo de retornos menores.

O excesso de confiança também é um ponto que prejudica a administração de um portfólio, impedindo a mudança de estratégia de investimento, já que confiam (em demasia) na abordagem criada para o portfólio.

Como o estudo sobre finanças comportamentais pode auxiliar o investidor

Claudia Yoshinaga, coordenadora do Núcleo de Finanças Comportamentais (NFC) da Fundação Getulio Vargas (FGV), explica que “o investidor, como indivíduo, é falível, é suscetível a vieses em suas decisões”.

Como pudemos verificar através dos estudos de finanças comportamentais, ao optarmos por determinados investimentos, temos a tendência de agir com o hemisfério direito de nosso cérebro, responsável pelas emoções.

No entanto, devemos utilizar essa sabedoria para obter o melhor de nossas finanças.

Em nossa rotina de trabalho, percebemos o quanto as emoções influenciam a tomada de decisões no quesito investimentos. Ao longo dos anos de atuação, verificamos, por exemplo, clientes que não conseguem se manter emocionalmente em uma posição no momento em que apresenta queda (volatilidade) – o que ocasiona perdas no curto prazo, mas uma enorme oportunidade de rentabilidade no longo prazo.

Quando saímos de uma posição tomando a decisão baseada na emoção, temos uma falsa sensação de ganho (por não ter decréscimos naquele exato momento). No entanto, ao longo prazo, a atitude aflita pode representar uma enorme perda.

Ao trabalhar com uma equipe como a nossa, que é isenta e apresenta uma visão profissional e não emocional sobre a gestão de recursos, você conseguirá traçar um caminho mais claro para atingir as suas metas financeiras, eliminando possíveis armadilhas dos vieses cognitivos e emocionais que influenciam as suas ações.

Nosso trabalho analítico apoia o cliente em um momento como este, garantindo melhor performance a longo prazo, ou se for o caso, sinalizando que uma posição deve ser imediatamente abandonada.

E você, já tomou decisões financeiras baseadas na emoção? Comente!